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Justiça acata pedido de recuperação judicial do GenComm, dono da Rakuten

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Na última terça-feira (14), o juiz Tiago Henriques Papaterra Limongi, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, aceitou o pedido de falência do grupo GenComm, que adquiriu a Rakuten em outubro de 2019. No início de fevereiro, o grupo havia pediu recuperação judicial, com uma dívida de R$ 46,3 milhões.

Com a decisão, os mais de 1,5 mil lojistas que figuravam entre os credores da recuperação judicial agora veem as chances de recuperarem o dinheiro mais remotas. E, para agravar a situação, os impactos desse imbróglio em suas lojas online estão sendo reforçados por outro grande desafio.

Gigante na berlinda

Conhecida como a Amazon do Japão e pelo patrocínio a grandes marcas do esporte, como Barcelona e Golden State Warriors, a Rakuten foi fundada em 1997. Com cerca de 1,4 bilhão de usuários, o grupo tem atuação em mais de 70 vertentes de negócio e presença em mais de 30 países. Avaliada em US$ 12 bilhões, a gigante japonesa reportou uma receita de US$ 11,5 bilhões em 2019.

A falência da GenComm afetou diversos pequenos comerciantes que usavam a plataforma da companhia. E a situação ganhou contornos ainda mais críticos com o coronavírus. Agora, os varejistas buscam meios para acionar legalmente a Rakuten.

Posicionamento da Rakuten

A GenComm não se manifestou. Em nota enviada ao NeoFeed, a Rakuten disse estar desapontada com a situação da GenComm desde a venda da operação e observou que sente por todos os lojistas que foram afetados. A empresa também ressaltou que já realizou centenas de acordos em todo o mundo em seus 23 anos de atuação e que sempre procurou operar de forma ética para a satisfação de todas as partes interessadas.

No caso da transação com a GenComm, a Rakuten destacou que cumpriu todas as leis locais, fez todas as divulgações públicas necessárias e que todos os dados da operação foram abertos à compradora. E finalizou: “A Rakuten não se envolveu com o negócio desde que a GenComm assumiu o negócio em outubro de 2019. Não podemos assumir a responsabilidade ou responder a perguntas adicionais sobre o que aconteceu na operação desde que ela foi vendida.”

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