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 <title>Casas Bahia e Marabraz expõem crise que arrasta centenas de varejistas à recuperação judicial</title>
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 <description>A Licks Contadores é reconhecida como uma empresa que alia o conhecimento das Ciências Contábeis às Ciências Jurídicas. A constante atualização de seus profissionais permite que as dúvidas relacionadas aos principais temas jurídicos e financeiros sejam facilmente compreendidas e solucionadas.</description>
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 <title>Casas Bahia e Marabraz expõem crise que arrasta centenas de varejistas à recuperação judicial</title>
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 <pubDate>Thu, 20 Aug 2026 18:30:26 +0000</pubDate>
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 <description><![CDATA[Casas Bahia e Marabraz são apenas a ponta do iceberg: recuperação judicial no varejo cresceu 20,4% no primeiro semestre (Foto: Dall-E/Gazeta do Povo) &#160; O varejo brasileiro terminou o primeiro semestre com 986 empresas em recuperação judicial, alta de 20,4% em um ano, segundo levantamento da RGF Associados. Os pedidos recentes de Casas Bahia e Marabraz são os exemplos [&#8230;]]]></description>
  
 <content:encoded><![CDATA[<div class="postMainImage-module-scss-module__gNWFKa__postMainImage"><picture class="imageDefault-module-scss-module__mS5DBW__imageContainer"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="imageDefault-module-scss-module__mS5DBW__imageItem" src="https://media.gazetadopovo.com.br/2026/08/19143657/recuperacao-judicial-no-varejo-arejo-crise-comercio-960x540.jpg.webp" alt="Recuperação judicial no varejo" width="752" height="424" data-nimg="1" /></picture></div>
<p><span class="postMainImage-module-scss-module__gNWFKa__postMainImageCaption">Casas Bahia e Marabraz são apenas a ponta do iceberg: recuperação judicial no varejo cresceu 20,4% no primeiro semestre (Foto: Dall-E/Gazeta do Povo)</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p class="postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraph postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraphInnerHtml">O varejo brasileiro terminou o primeiro semestre com 986 empresas em recuperação judicial, alta de 20,4% em um ano, segundo levantamento da RGF Associados. Os <a href="https://www.gazetadopovo.com.br/economia/recuperacao-judicial-varejo-casas-bahia-marabraz/">pedidos recentes de Casas Bahia e Marabraz</a> são os exemplos mais conhecidos de uma crise que atinge empresas de diferentes segmentos e tamanhos.</p>
<p class="postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraph postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraphInnerHtml">Para fontes ouvidas pela <strong>Gazeta do Povo</strong>, entre os principais fatores por trás da crise está o ciclo de crédito restritivo: juros altos, crédito escasso e endividamento elevado corroeram o poder de compra das famílias e o fôlego financeiro das redes.</p>
<p class="postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraph postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraphInnerHtml">A 14% ao ano, a taxa básica de juros está em um nível considerado restritivo para a economia e encarece o acesso ao crédito. Para o varejo, o impacto ocorre dos dois lados do balcão: o consumidor encontra mais dificuldade para parcelar as compras, enquanto as empresas pagam mais caro para financiar estoques, capital de giro e dívidas.</p>
<p class="postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraph postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraphInnerHtml">Como consequência, as vendas no varejo encolhem há 14 meses seguidos, segundo a Cielo. Já o endividamento das famílias brasileiras atingiu o recorde de 82% em julho, segundo dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) divulgada pela CNC.</p>
<p>A recuperação judicial, entretanto, é apenas a parte visível da crise. Muitas empresas pequenas nem chegam a recorrer ao mecanismo e simplesmente fecham as portas. Segundo o levantamento, o varejo registra 686 empresas em falência e 986 em recuperação judicial, uma relação de uma falência para cada 1,4 empresa em recuperação – a maior proporção entre os grandes setores.</p>
<h2 class="postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraph postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraphInnerHtml postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__typeTagH2">De Casas Bahia a Polishop e Tok&amp;Stok: varejistas em recuperação judicial</h2>
<p class="postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraph postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraphInnerHtml">O cenário econômico mais crítico levou a Casas Bahia a pedir recuperação judicial no último domingo (16). O objetivo é reestruturar o passivo de R$ 17,3 bilhões, preservar o caixa e viabilizar a monetização de ativos, mantendo a continuidade das operações.</p>
<p class="postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraph postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraphInnerHtml">O presidente da empresa, Renato Franklin, justificou a decisão dizendo que, apesar da melhora na operação, os resultados não foram suficientes para compensar os altos custos financeiros. A situação também foi agravada pelo crédito mais restrito e pela dificuldade de captar recursos no mercado, em meio à piora do cenário econômico e geopolítico.</p>
<p class="postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraph postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraphInnerHtml">Quem seguiu caminho parecido foi o Grupo Toky, dono das redes Mobly e Tok&amp;Stok. A 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central Cível de São Paulo deferiu o pedido em meados de junho. Com dívidas de mais de R$ 1,1 bilhão, o grupo argumentou que o cenário econômico adverso agravou sua situação financeira.</p>
<p class="postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraph postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraphInnerHtml">A rede de supermercados St. Marche também teve a recuperação judicial concedida no final de junho. O aperto de caixa e a redução de prazos de pagamento a fornecedores levaram a empresa a buscar a medida. Com 32 lojas e atuação no segmento de alto padrão em São Paulo, a rede tinha um passivo de R$ 188 milhões no final de 2025.</p>
<p class="postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraph postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraphInnerHtml">A pressão no caixa por conta dos juros altos também levou a Casa &amp; Vídeo a pedir recuperação judicial no final de abril. A rede, sediada no Rio de Janeiro e com cerca de 300 lojas, argumenta na ação protocolada na 1ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro que enfrenta uma crise causada por fatores externos, mas que a operação continua viável.</p>
<p class="postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraph postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraphInnerHtml">Já a Polishop pediu recuperação judicial em maio de 2024 com passivo de R$ 395 milhões. A justificativa foi a queda na demanda por produtos domésticos voltados a faixas de renda mais alta, o encarecimento do crédito motivado pela alta da Selic e as dificuldades para importar mercadorias da China.</p>
<h2 class="postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraph postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraphInnerHtml postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__typeTagH2">Redes tradicionais lidam com desafio de acompanhar o e-commerce</h2>
<p class="postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraph postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraphInnerHtml">Segundo Cláudio Santos, sócio da Galeazzi Associados, além dos fatores macroeconômicos, a lentidão em acompanhar as novas demandas digitais do consumidor prejudicou parte das redes tradicionais.</p>
<p class="postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraph postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraphInnerHtml">Entre 2020 e 2025, o faturamento do comércio eletrônico brasileiro cresceu 86,3%, passando de R$ 126,45 bilhões para R$ 235,52 bilhões, segundo dados da Associação Brasileira de Inteligência Artificial e E-commerce (ABIACOMM).</p>
<p class="postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraph postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraphInnerHtml">Já uma pesquisa da Fecomércio-PR realizada para o Dia das Mães e o Dia dos Namorados mostrou que o varejo físico perdeu participação nas intenções de compra entre 2025 e 2026, enquanto as compras pela internet ganharam espaço.</p>
<p class="postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraph postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraphInnerHtml">No Dia dos Namorados, a intenção de comprar pela internet aumentou de 29,6% para 35%, enquanto o comércio de rua, considerando lojas do centro e dos bairros, recuou de 33,6% para 29,4%.</p>
<p class="postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraph postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraphInnerHtml">No Dia das Mães, o movimento foi semelhante. As compras pela internet cresceram 8,6%, enquanto o comércio de rua perdeu 2,6% de participação.</p>
<p class="postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraph postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraphInnerHtml">Para Santos, parte das redes varejistas conseguiu se adaptar ao comércio eletrônico, mas outras falharam em acompanhar a tendência. Ele aponta a Marabraz, que permaneceu dependente de uma estrutura tradicional de lojas físicas, como exemplo de uma rede que não conseguiu acompanhar a mudança.</p>
<p class="postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraph postParagraph-module-scss-module__Tp8H3W__postParagraphInnerHtml">A Casa &amp; Vídeo foi outra a enfrentar forte pressão do comércio eletrônico. Embora as vendas digitais crescessem, respondiam por apenas 16,1% da receita total, mantendo a empresa fortemente dependente das lojas físicas.</p>
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