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Lojas Leader e Camisaria Colombo estão em recuperação judicial

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Atualmente com uma dívida de R$ 1,1 bilhão, a rede de lojas Leader está entrando com pedido de recuperação judicial. Além dela, outra importante empresa do setor de vestuário também entrou com pedido de recuperação judicial nessa semana. A Camisaria Colombo possui uma dívida de R$ 1,89 bilhão.

Para as lojas Leader, na sexta passada foi concluída a venda de 100% das ações da empresa, por um valor simbólico de R$ 1.000, para o CEO da rede, André Peixoto, que passa a ser o atual dono da Leader.

“Acredito no futuro da companhia. Vamos readequar a dívida e retomar a geração de caixa”, afirma Peixoto. Funcionários e credores já foram informados sobre o pedido. A empresa teve o pedido de recuperação extrajudicial homologado pela Justiça em junho de 2018.

Segundo a companhia, neste momento optou-se pela recuperação judicial porque o plano extrajudicial não conseguiu retomar o crescimento da rede, apesar de ter mostrado alguns resultados.

Na avaliação do empresário Marcos Gouvêa de Souza, diretor-geral do grupo GS& Gouvêa de Souza, “a empresa passou a ter uma escala menor para negociação, tendo que tratar de condições com fornecedores num cenário em que a indústria já estava muito afetada pela recessão”, disse. “E isso tudo tendo que ter certas competências para tomar medidas acertadas para sair desse cenário. É uma conjunção de fatores ruins.”

Já para a Camisaria Colombo, tem um período de pouco mais de três anos entre o pedido da recuperação extrajudicial e o pedido da recuperação judicial, a companhia deveria pagar apenas os juros da dívida – mas isso ocorreu parcialmente.

“A recuperação extrajudicial não solucionou o problema de alavancagem da companhia, que só pode ser resolvido com um deságio considerável da dívida, que permitirá em seguida a atração de novo investidor para a empresa voltar a crescer”, diz Fábio de Aguiar, presidente da X Infinity Invest, consultoria financeira contratada pela empresa.

Porém, as dificuldades das empresas já são observadas há pelo menos cinco anos, quando a empresa teve todas as linhas de créditos suspensas. Já em dificuldade financeira, em 2016, a gestão da Colombo foi assumida pelo banco Brasil Plural, que tinha um fundo como investidor da varejista e, posteriormente, transferida à gestora Starboard.

Com informações do jornal Valor Econômico

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