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O Cruzeiro conseguiu, na Justiça, a redução dos honorários pagos às administradoras do processo de recuperação judicial. Em audiência realizada na semana passada, o clube recebeu parecer favorável da 1ª Vara Empresarial de Belo Horizonte e os honorários, que antes rondavam a casa dos R$ 21,4 milhões, agora passaram ao valor de R$ 10,7 milhões.

Foi determinado a redução dos honorários de 4% para 2% do passivo da Recuperação Judicial que serão pagos às administradoras do processo – Acerbi Campagnaro Colnago Cabral Sociedade de Advogados e a Credibilità Administração Judicial e Serviços. O débito será quitado em uma parcela inicial de R$ 240 mil, em novembro de 202;  duas parcelas de R$ 120 mil, em dezembro de 2022 e janeiro de 2023; além de 36 parcelas de R$ 284.858,71 a partir de fevereiro de 2023.

Em primeira instância, o Cruzeiro teve o pedido de redução negado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais. No entanto, o clube estrelado apresentou o recurso e o efeito suspensivo quanto ao pagamento da porcentagem, alegando dificuldades financeiras.

O valor da causa gira em torno de R$537 milhões, e o processo de recuperação judicial é visto como a salvação para que o clube mineiro quitar seus débitos. A aprovação da recuperação judicial será decidida, de forma virtual, em uma assembleia com datas previstas para 7 e 15 de dezembro de 2022, onde os credores do Cruzeiro irão votar a favor ou contra.

O plano de Recuperação Judicial é a homologação por concordância dos credores. Se isso não acontecer, o juiz dá a homologação dele. Se o juiz não der a homologação, e o plano for rejeitado, a falência é decretada, que é uma hipótese, mas difícil de ser concretizada.